Arquivo da categoria ‘violência gratuita’

senadores leem os clássicos – parte 1

Terça-feira, 04/08/2009

alagoas, trenchtown

cinzas de bandeiras americanas

Quarta-feira, 15/07/2009

vamos lá, crianças, vocês estão agindo como crianças

beijei sereias e cavalguei o el niño

Domingo, 12/07/2009

sugestão de tese para mestrado: “o meio é a mensagem” no pout pourri de roberto carlos – cantor sem perna encanta milhares tocando versões mutiladas de seus maiores sucessos.

malha fina

Sexta-Feira, 01/05/2009

trecho do livro “as piores analogias do mundo”:

“folgar no dia do trabalho é como crucificar alguém no natal.”

videocassetadas transcritas – # 1

Quarta-feira, 08/04/2009

de pé, no centro de uma sala, um menino de cerca de três anos de idade segura um taco de baseball de maneira desajeitada. um adulto perto dos quarenta se aproxima e, ajoelhado, diz coisas incompreensíveis a poucos centímetros de distância do rosto do garoto. um espirro vindo de um quarto próximo é ouvido. atraída pelo ruído, a criança gira de forma brusca e atinge, com inesperada força e precisão, o queixo do homem, que vai ao chão em um súbito movimento lateral.

ninguém te disse que a vida seria assim

Terça-feira, 07/04/2009

berlim – potsdamer platz.

ruínas do muro marcam a antiga separação entre o leste comunista e o oeste capitalista.

chicletes

 

frankfurt – locadora de vídeos perto da schweizer straße.

a rachel é a união soviética.

putz

piada aberta – desfecho trágico

Sábado, 28/03/2009

sem delongas, os agentes do bope fuzilam o atendente de telemarkting, que pediu um momento antes de morrer, e o oficial da imigração espanhola, que ainda não havia autorizado a entrada dos soldados no bar.

um desses caras que fica na porta das vans caiu estatelado sobre o português manoel quando foi confirmar uma última vez se o lusitano ia para rio das pedras. o lisboeta também não se livrou da rajada de balas, que feriu gravemente seu primo, o barman joaquim.

beneficiando-se de sua baixa estatura, o anão com uma crise de soluços saiu ileso da surpreendente chuva de balas e, assim que o tiroteio se encerrou, pulou sobre o balcão, na esperança de extrair dos últimos suspiros do moribundo joaquim a prometida cura para seus já insuportáveis espamos.

anão com uma crise de soluços: barman! hic!  me diga, pelo amor de deus! hic! qual é a solução? hic!

barman (joaquim) gravemente ferido: a solução…é…um soluço bem grande.

foram as últimas palavras do primo de manoel, que queria ter sido engenheiro, mas acabou barman. o resto é silêncio, com exceção dos soluços do pobre anão, que ecoavam pelo sangrento salão.

fim.